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domingo, 14 de março de 2010
Prometido é devido
"The unbearable lightness of being", obra prima de Milan Kundera, romance filosófico que nos conta a história de (des)amor entre Tomas e Teresa durante o período da invasão Soviética da Checoslováquia em 1968 e consequente periodo de ocupação.
Tomas é um cirurgião com elevado status social que acaba por se apaixonar por Teresa, uma rapariga simples do interior que entra na sua vida através de "6 coincidências predestinadas" e que acaba por se tornar fotógrafa. Apesar do sentimento que une os dois, Tomas não consegue abandonar a sua curiosidade sagaz em captar, "dissecar" e possuir o máximo de experiências sexuais diferentes, como um coleccionador que pretende completar a sua obra, e Teresa, não conseguindo abandonar Tomas devido ao seu amor incondicional, acaba por viver angustiada pelas suas infidelidades.
Desafiando o conceito de Nietzsche de "eternal recurrence", as meditações temáticas do romance assumem que cada pessoa tem apenas uma vida para viver, e o que acontece nesta vida é unico e nunca voltará a ocorrer, o que confere à vida a "leveza de ser"; em prol da recurrência eterna que impõe um "peso" na nossa existência e em todas as decisões que tomamos.
Seguindo o principio da "leveza" podemos inferir que o que acontece apenas uma vez poderia muito bem não ter acontecido nunca. Se temos apenas uma vida para viver muito bem a poderiamos não ter vivido. Isto porque, logicamente, viver perde todo o seu significado, todas as nossas decisões deixam de importar, o que as torna "leves" por não causarem sofrimento.
Contudo, ao mesmo tempo, a insignificância das nossas decisões (ou da nossa existência, uma vez que esta resulta dos nossos actos) causa-nos grande sofrimento, a nossa "insustentável leveza de ser" que advém da consciência que a nossa vida acontece apenas uma vez e nunca mais. Tudo o que fazemos é universalmente irrelevante.
É esta insignificância que se torna "insustentável" para nós, uma vez que todos desejamos que a nossa vida tenha um significado transcendente.
Fico-me de momento apenas por esta sinopse, guardando assim algumas das mais suculentas citações para um próximo post.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O sem vidismo dá nisto

Eu a pensar que já andava livre destas coisas dos mmorpgs, que é como quem diz massively multiplayer online role playing games (bésdagente gente à sarrabulhada nas internetes com bonecos, traduzido para português) quando me vejo novamente agarrado a um jogo do género. Como se pode ver, e muito devido à falta de sanidade mental e vida social fora do meu quarto, voltei a sacar o grande impulsionador dos gráficos de alta definição e jogabilidade altamente complexa em mmos. Estou a falar, claro está, do assombroso Maple Story.
Na imagem acima aparece a minha poderosa char, um fire / poison mage de excelência que, ao fim de uns 2 anos a matar cogumelos saltitantes, porcos com laços, bruxas voadoras e lulas gigantes para adquirir experiência nas artes do assassinato, entrou naturalmente em parafuso.
Neste tipo de jogo, as pessoas agrupam-se normalmente em guilds (clãs) onde se organizam e tentam dominar o servidor adquirindo pontos (vulgo "serem os maiores da aldeia"). No titulo do guild onde estou inserido, existe uma clara alusão às brilhantes palavras do saudoso admiral Ackbar no Star Wars VI: The Return of The Jedi. Ele normalmente sabe quando algo é uma armadilha.
Bem, agora que já estão familiarizados com este jogo soberbo, posso-vos deixar com algumas imagens sérias que mostram um pouco do que se passa no universo Maple:
Archer a ownar as lulas gigantes, enquanto observo incrédulo:
Free market onde os maplers vendem toda a parafernália de items:
A minha mais recente skill que saiu meio torta mas tive preguiça de tirar outro print screen:
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