segunda-feira, 22 de março de 2010

Into the wild e rant sobre cinema

Recentemente, tenho vindo a pensar bastante e a formular ideologias sobre alguns tipos de arte e o que elas representam, quer em termos de significado universal (o que é globalmente considerado pela maioria como excepcional) quer em termos de significado pessoal, visto que qualquer um de nós pode encontrar beleza no banal, no mais insignificante das coisas, onde nornalmente mais ninguém encontra, ou porque não se está realmente a ver ou porque ver nem sempre significa "assimilar com os olhos".


Uma das conclusões que recorrentemente vinha a formar prendia-se com o facto da sétima arte não estar ao mesmo nível de outras artes mais clássicas como a música, literatura, ou a pintura. Considerava eu que estas ultimas seriam mais eruditas, que teriam maior facilidade em ecoar na linha cronológica do tempo, que a sua mensagem e o seu valor poderiam atingir patamares universais e/ou pessoais inalcansáveis por qualquer obra de cinema.

Talvez houvessem alguns fundamentos reais para que esta ordem de ideias andasse a perpetuar no meu consciente, reais mas não lógicos.

Ano após ano, são-nos alimentadas quantidades incomensuraveis de filmes de qualidade dúbia ou intrisecamente medianos, e a meu ver, a grande maioria das pessoas que vão aos cinemas ou se sentam em casa em frente à tv ou ao pc não estão à procura de beleza, qualidade, arte. Estão sim à procura de passar algum tempo "entretidas" ou de um "date" fácil, já que podem poupar no latim durante umas duas horas e passar momentos agradáveis com o mínimo esforço, simplesmente a olhar para uma tela. Qualquer película serve estes propósitos e com isto, a indústria cinematográfica vai tendo relativo sucesso e a minha descrença pela sétima arte vai tendo a justificação real.


Tendo acabado de visualizar o "Into the wild" (2007) de Sean Penn, apoderou-se de mim o efeito "kick in the nuts", ou traduzindo para português , engoli a seco muito do que andava a pensar.

Este filme não fica em nada atrás em termos de valor, qualidade e mensagem comparativamente a outras obras apresentadas sob a forma de literatura, música, fotografia etc. Muito pelo contrário, fazendo jus aos pressupostos nos quais se ergueu a sétima arte, Into the wild utiliza e abusa de todos esses suportes, tornando-o assim numa experiência cinéfila variada e brilhante, como há já algum tempo eu não testemunhava.

Quer seja pelas constantes citações de clássicos literários como Liev Tolstói, Henry David Thoreau ou Lord Byron, quer seja pela banda sonora magnífica criada por Eddie Vedder (Pearl Jam) com a participação de Kaki King, quer pelo esplendido trabalho de fotografia realizado e pelo argumento de Sean Penn que nos mostra a beleza da natureza selvagem e o que é ser-se livre, Into the wild é uma obra sublime de arte que devia ser vista por todos, não só por ter qualidade universal e pessoal mas também por, de certa forma, ajudar a combater a descrença na sétima arte que se tem vindo a apoderar de muitas pessoas como eu, que julgo existirem por esse mundo fora.

domingo, 14 de março de 2010

Prometido é devido


"The unbearable lightness of being"
, obra prima de Milan Kundera, romance filosófico que nos conta a história de (des)amor entre Tomas e Teresa durante o período da invasão Soviética da Checoslováquia em 1968 e consequente periodo de ocupação.

Tomas é um cirurgião com elevado status social que acaba por se apaixonar por Teresa, uma rapariga simples do interior que entra na sua vida através de "6 coincidências predestinadas" e que acaba por se tornar fotógrafa. Apesar do sentimento que une os dois, Tomas não consegue abandonar a sua curiosidade sagaz em captar, "dissecar" e possuir o máximo de experiências sexuais diferentes, como um coleccionador que pretende completar a sua obra, e Teresa, não conseguindo abandonar Tomas devido ao seu amor incondicional, acaba por viver angustiada pelas suas infidelidades.

Desafiando o conceito de Nietzsche de "eternal recurrence", as meditações temáticas do romance assumem que cada pessoa tem apenas uma vida para viver, e o que acontece nesta vida é unico e nunca voltará a ocorrer, o que confere à vida a "leveza de ser"; em prol da recurrência eterna que impõe um "peso" na nossa existência e em todas as decisões que tomamos.

Seguindo o principio da "leveza" podemos inferir que o que acontece apenas uma vez poderia muito bem não ter acontecido nunca. Se temos apenas uma vida para viver muito bem a poderiamos não ter vivido. Isto porque, logicamente, viver perde todo o seu significado, todas as nossas decisões deixam de importar, o que as torna "leves" por não causarem sofrimento.

Contudo, ao mesmo tempo, a insignificância das nossas decisões (ou da nossa existência, uma vez que esta resulta dos nossos actos) causa-nos grande sofrimento, a nossa "insustentável leveza de ser" que advém da consciência que a nossa vida acontece apenas uma vez e nunca mais. Tudo o que fazemos é universalmente irrelevante.

É esta insignificância que se torna "insustentável" para nós, uma vez que todos desejamos que a nossa vida tenha um significado transcendente.



Fico-me de momento apenas por esta sinopse, guardando assim algumas das mais suculentas citações para um próximo post.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quem costuma escrever até percebe que...

"A poem is never finished, merely abandoned." - Paul Valery

Podem contar com mais citações nos próximos dias, tenho praqui várias preparadas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A mulher perfeita...

...para mim claro está.

Por momentos dei comigo a pensar sobre este assunto, e o primeiro nome que me ocorreu foi o de Paz Lenchantin. Após alguns minutos de introspecção e reflexão (e também de uma pesquisa no google pics para avivar a mente), continuo a pensar o mesmo. Ora vejamos:


1º Mulher multi-instrumentalista, ou seja, percebe de música. Pralém da guitarra baixo é ainda proeficiente no violino, piano e guitarra. Não há nada mais sexy que uma mulher com uma guitarra. Pensando bem, se calhar até há mas não me vou alongar sobre o assunto.


2º Participou de uma das minhas bandas favoritas de sempre: A Perfect Circle, que nasceu da criatividade de Billy Howerdel e contou com a participação do irreverente mas também sublime vocalista dos Tool Maynard James Keenan, com o americano-japonês James Iha, ex-Smashing Pumpkins, o exoberante Jeordie White (Twiggy Ramirez) que já trabalhou com Marilyn Manson e com Trent Reznor nos Nine Inch Nails, entre outros.


3º Contribuiu ainda com uma série de arranjos para esse grande album que é o Songs For The Deaf dos gigantes stoner-rockers Queens Of The Stone Age.


4º Como se tudo isto não bastasse, é bem jeitosa a moça... ou foi. Na minha opinião continua muito bem conservada, apesar dos já 36 anos de idade. Mas idade é também irrelevante para este assunto. O que interessa é que assenta no meu "tipo".


5º Quanto à personalidade, nada posso escrever :sadface: mas aposto que é uma moça porreira, assim no geral.


Paz Lenchantin: The Hollow Constantly Consuming (eMotive remix)



Posto isto, caro leitor deste blog egocentrista e narcisista que nada acrescenta ao universo da blogosfera, se conheces alguma espécie de Paz Lenchatin (tirando a parte de ser mundialmente famosa e tocar em bandas da "cena"), é favor remetê-la aqui para o tasco ou dar-lhe o meu número de telefone para combinarmos um café.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Coimbra -> Porto -> Londres

Acho que o titulo diz tudo. No final da semana voltarei para relatar a ocorrência...


ou não...


se me apetecer...


talvez.

Malho do Abrunhosa foi problema de cálculo...

Como se pode ver aqui:

Ora estava eu a partilhar este vídeo com o twstd e a conversa vira coerentemente para os exames e a problemática das matemáticas:


saty || another-hole.blogspot.com diz:
*>_>
*n fomos talhados para estas coisas denominadas "contas"

luis.pedro - acabou-se o tempo das vacas gordas... diz:
*opah eu gosto mais das contas que das letras
*o mal e que as equacoes estao cheias de letras

saty || another-hole.blogspot.com diz:
*LOL

priceless

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Novos habitantes cá da casa



Pois é, a lola já andava gorda que nem um texugo, parecia que tinha engolido um tacho. Deu à luz essas 4 criaturas que aparecem na foto e terem sido apenas 4 foi uma sorte.

Caso haja interesse, ainda poderei facultar um gato a alguém. Um deles já está destinado e vai-se chamar "binte".

Também se aceitam sugestões para possíveis nomes dos bébés ali na zona dos comentários.